Mostrando postagens com marcador Ateliê Contraponto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ateliê Contraponto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Os vôos necessários

Franz Kafka no final da vida escreveu alguns pequenos contos, entre os quais "A primeira dor", publicado em 1922, quando a serpente do nazi-fascismo já chocava seu ovo...

"A primeira dor" fala de um artista de circo, um trapezista, aquele que vive com a vida por um fio, sobre o abismo. Mas o trapezista amava tanto seu instrumento de trabalho - o trapézio - que jamais se separava dele, vivia pendurado no alto, ou fazendo acrobacias ou simplesmente quieto enquanto outros apresentavam seus espetáculos. Ele passara a vida inteira como artista de circo; era o que sabia fazer. E amava fazer.

Desde que me entendo por gente, vivo pendurada em meu próprio trapézio: meu amor pela pintura. A vida inteira fui ao encontro dela, me perdi dela, corri atrás, fugi, ela me alcançou, me agarrei a ela como uma náufraga... Do alto do meu sonho, balanço entre um susto e outro, sabendo que é preciso ir além do medo. Pintar me reinventa. Ensinar pintura é um risco ao qual o meu trapézio me balançou para ainda mais alto. O frio na barriga também traz o prazer do risco, o espaço aberto, o chamado do vôo...

Nas vertigens do caminho, o Ateliê Contraponto caiu em minhas mãos e eu precisei enfrentar todos os medos, executando novas acrobacias. Oscilando no meu próprio céu, me movimento dentro do meu sonho, sabendo que os abismos do tempo atual podem me ameaçar. Mas meu vôo é firme, pois criei asas no desejo de permanecer grudada a meu trapézio até o final do espetáculo.

E o Ateliê Contraponto segue como espaço de resistência... mesmo em um momento em que, de novo, aquela velha serpente volte a chocar seu ovo... 

Mas a pintura resiste!

Que venha 2018!

-------------------
Abaixo, registros da exposição de final de ano no ateliê, ao final do quarto ano de trabalho:
-------------------
Desenhos e pinturas de alunos do Ateliê Contraponto: Sarah Hounsell, Taïs Isensee,
Virgínia Morais, Guilherme Martinez
----------
Pinturas a óleo de Taïs Isensee
Pinturas a óleo de Virgínia Morais

Desenho de Ananda Campos, à esquerda. Ao centro e direita, desenhos de Fernando Correia

Desenhos com giz-pastel e carvão de Sarah Hounsell
Desenho e pintura de Paulo Marianno
Desenho com lápis-grafite de Rubi Conde

Pinturas com Guache de Maria Fucatu

Pinturas a óleo de Guilherme Martinez

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Exposição dos alunos do Ateliê Contraponto

Na sexta-feira, 9 de dezembro, professores, alunos e seus convidados comemoraram as conquistas de mais um ano de trabalho, o terceiro ano do Ateliê Contraponto!

2016 foi um ano difícil para todos nós e para o Brasil, em especial. Um golpe foi dado e o caos está instalado. O Ateliê Contraponto, obviamente, também sofreu as consequências dessa crise política, econômica e social: perdemos alunos que ficaram sem condições de continuar. Mas alguns resistiram e outros novos chegaram. É assim a dinâmica da resistência nesses duros momentos. E resistir também é desenhar e pintar, porque...

"... As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto."

... como disse Drummond, nosso poeta.

No Ateliê Contraponto foi um ano de muito trabalho, de muito aprendizado, de muito esforço conjunto e individual. Pela quantidade e qualidade dos trabalhos apresentados, dá para ver que o ateliê começa a ter um amadurecimento muito bom, o que foi notado por diversas pessoas que foram até lá ver de perto, como Artur Montanari que me disse: "Mazé, estou impressionado com a qualidade do trabalho dos alunos do ateliê!" Verdade, esta exposição é uma amostra do empenho que todos têm feito para evoluir no desenho e na pintura.

Na comemoração, os alunos resolveram trocar seus trabalhos, num jogo de "amigo secreto" entre eles e nós, professores. Foi uma noite muito divertida, onde tivemos inclusive a participação do cantor lírico, o tenor Paulo Köbler, meu aluno, que cantou três músicas de seu repertório clássico.

Com esta atividade, o Ateliê Contraponto encerra seus trabalhos neste ano e deseja a todos que o ano de 2017 seja o melhor possível e que a chama da Arte continue iluminando e inspirando a todos nós em todos os nossos caminhos!

A exposição pode ser visitada até o próximo dia 17 de dezembro e de 10 a 28 de janeiro de 2017.

-------------------------------------------------------

Abaixo, algumas das fotos que registraram a comemoração do Ateliê.

Paulo Köbler cantando
Paulo Köbler apresenta seu quadro "Flor amarela"
Luiz Vilarinho e seu trabalho em carvão "Gatos"
Victor Boina, Virginia Morais, Tais Isensee e Luiz Vilarinho
Alexandre Greghi e sua pintura "Nu em preto e branco"
Mazé Leite apresentando sua pintura "Até a última gota"
Guilherme Martinez e sua pintura a óleo "O escafandrista"


Virginia Morais e Mikie Fucatu
Alexandre Greghi e Taïs Isensee
Taïs Isensee apresenta sua pintura em pastel "O dálmata"
Virginia e seu quadro "Andrógino"
Maria Fucatu e sua pintura em guache "Paisagem aquática"
................

Alguns dos trabalhos dos alunos:



Pinturas de Guilherme Martinez, Taïs Isensee e Virginia Morais

Pinturas de Taïs Isensee e Guilherme Martinez

Pintura a óleo de Taïs Isensee

Pintura a óleo de Virginia Morais

Pintura a óleo de Guilherme Martinez


(Todas as fotografias são de autoria de Virgínia Morais)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ateliê Contraponto inaugura seu novo espaço


Na última sexta-feira, 19 de fevereiro, o Ateliê Contraponto inaugurou seu novo espaço na Avenida Angélica 2.341, em Higienópolis, São Paulo.
Foi um evento bastante concorrido. Cerca de 70 pessoas passaram por lá para prestigiar e conhecer as novas instalações do ateliê de Alexandre Greghi, Luiz Vilarinho e Mazé Leite. Contatos importantes foram feitos para próximas exposições na Galeria Contraponto, que estaremos divulgando também aqui neste blog.
Estudo de Velázquez, Mazé Leite
Na inauguração do novo espaço, que inclui a presença de amigos e artistas, o Ateliê Contraponto apresentou uma exposição de desenhos e pinturas de seus alunos e professores, produzidas nos últimos dois anos. Estão participando da exposição, que fica aberta até o próximo dia 5 de março: Maria Fucatu, Mikie Fucatu, Taïs Isensee, Francisco Cabral, Sandra Longeaud, Tiago Savio, Ana Rocha, Daniela Padilha, entre outros.
O Ateliê Contraponto, que já completou dois anos de existência, vem se destacando cada vez mais como espaço cultural das artes plásticas em São Paulo, tendo realizado já seis exposições coletivas com a participação de mais de 60 artistas, de São Paulo e de outros Estados brasileiros.
Mas o espaço também serve para a produção pessoal de seus professores - Alexandre Greghi, Luiz Vilarinho e Mazé Leite - e também para cursos de Desenho, Pintura a óleo, giz Pastel e Aquarela. Para esta nova fase, o Ateliê Contraponto planeja intensificar ainda mais suas atividades: além das aulas e das exposições, promover workshops com artistas convidados (teóricos e práticos), ter com regularidade sessões com modelo vivo, intensificar os estudos sobre a arte figurativa e estreitar ainda mais os laços com outros artistas e outros ateliês figurativos de São Paulo. A ideia do Ateliê Contraponto é ser um espaço aglomerador para quem gosta e faz arte em São Paulo. 
Durante o evento, a banda Underpath tocou clássicos do rock, com seus quatro excelentes músicos!

A exposição atual estará aberta à visitação pública de terça a sexta, das 14h às 20h até o dia 5 de março de 2016.

ATELIÊ CONTRAPONTO
Avenida Angélica, 2.341
Higienópolis - São Paulo/SP
t. (11) 9 9988-4858

================================================== 
A exposição:

 


Alguns momentos do evento:
Com Ieda del Bianco, em frente aos trabalhos feitos pelos alunos do ateliê
Músicos da banda Underpath, que tocou rock clássico durante o evento
Alexandre Greghi com M. Fucatu, Tais Isensee e Vanessa Machado
Diógenes Pompe, Liliane, Ednilson e outros amigos do ateliê
Luiz Vilarinho e algumas das visitantes da exposição

Dona Maria Fucatu, que começou a desenhar aos 88 anos de idade e também participa da exposição

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ateliê Contraponto muda de endereço

Novo endereço do Ateliê Contraponto
O Ateliê Contraponto de Arte Figurativa, dos artistas Mazé Leite, Alexandre Greghi e Luiz Vilarinho, acaba de mudar de endereço. A localização agora é na Avenida Angélica, um local mais acessível e de maior visibilidade, ainda mais próximo ao metrô Paulista.

O Ateliê Contraponto foi concebido para ser um espaço que, entre outras atividades, ofereça cursos de desenho, pintura a óleo e aquarela seguindo um método baseado no estudo das obras dos grandes mestres da pintura, dando bastante ênfase ao aperfeiçoamento técnico a partir do desenho que, historicamente, tem sido o grande diferencial para a construção de todo grande artista.

Com orientação dentro da linha de pensamento dos mestres da pintura, em especial a realista, o Contraponto busca a expressão individual conquistada pelo aprimoramento da técnica, pois falar de arte pictórica é falar de Belas Artes.

Além das aulas de Desenho, Pintura e Aquarela, que continuarão a ser oferecidas e orientadas por artistas experientes, o Ateliê Contraponto também oferece:

– Galeria de exposições
– Aulas de modelo vivo
– Oficinas e workshops com artistas convidados
– Evento “Sexta com Arte”
– Espaço para convivência entre artistas

O novo espaço do Ateliê Contraponto é ainda mais amplo, mais arejado, e bastante charmoso.

Venha conhecer o NOVO Ateliê Contraponto!

Novo endereço:
Avenida Angélica, 2.341 - Higienópolis
São Paulo - SP
Próximo ao metrô Paulista
(a três casas da rua Maceió)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ateliê Contraponto reúne obras de seis artistas na exposição "Infância"

"Irmãs", Alexandre Greghi, óleo sobre tela
O Brazilian Art e o Ateliê e Galeria Contraponto apresentam a exposição de pinturas intitulada “Infância”, com trabalhos de seis artistas: Alexandre Greghi, Gerson Guerreiro, Marinez Lins, Miguel Arturo, Luciano Trajano e Dyego Costa.
A exposição fica em cartaz de 6 a 20 de novembro de 2015 e poderá ser visitada de terça a sábado, das 14h às 20h.
Os seis artistas participam com pinturas onde apresentam suas visões sobre o tema da infância, sobre as brincadeiras e sobre o imaginário do universo infantil, que evocam em nós, adultos, sentimentos e lembranças diversos.
A infância, o começo da vida, o começo de tudo. O mundo se abre como possibilidades ainda mal vislumbradas, mas vividas em seu aspecto lúdico, fantasioso, imaginativo, criativo. Ser criança é ter a irresponsabilidade inocente, a ingenuidade dos atos, mas também a curiosidade sobre cada aspecto novo da vida. São tantas e tão profundas as perguntas que as crianças fazem! Por que o sol brilha? Alguém mora na lua? Aonde eu estava antes de nascer? Perguntas que fazem os adultos se esforçarem para dar uma resposta inteligente a questões que de tão óbvias, já deixaram de nos incomodar quando crescemos.
O público pode ver esta exposição no Ateliê Contraponto, de 6 a 20 de novembro de 2015.
SERVIÇO:
Inauguração da exposição Infância, de pinturas sobre tela.
Entrada Livre
Ateliê Contraponto 
Travessa Dona Paula, 111Higienópolis - São Paulo(11) 3938-5058
Estação Paulista (Metrô - Linha 4 Amarela)
Ver no mapa
  • Visitas de 6 a 20/11
    • TerçasQuartasQuintasSextas e Sábados das 14:00 às 20:00
      "Peão", Dyego Costa, óleo sobre tela

sexta-feira, 20 de março de 2015

Exposição: Arte Realista do Ateliê Takiguthi

"Retrato de Walter", Maurício Takiguthi, óleo sobre tela, 2015
O Ateliê e Galeria Contraponto irá inaugurar, no dia 25 de março próximo, uma exposição de trabalhos artísticos intitulada “Arte Realista do Ateliê Takiguthi”. A abertura se dará a partir das 19h e contará com a participação de mais de 30 expositores, entre eles o próprio Maurício Takiguthi, que já fez uma primeira exposição individual, no ano passado, nessa mesma galeria.

Todos os trabalhos que serão expostos são fruto do trabalho de um ano de estudo sob a orientação de Maurício Takiguthi, em seu ateliê da rua Frei Caneca. “São o resultado do ato de exercitar a concepção pictórica que ensinamos em nosso ateliê”, diz Maurício. “Nós enfatizamos a prática como forma de traduzir a realidade a partir de um pensamento visual, um trabalho que contém análise conceitual ou técnica, sem cair na mera cópia, invariavelmente mecânica e previsível.”

Em seu ateliê, Takiguthi ensina a seus alunos a interagir mais com o real visível e a prática, a sair do padrão convencional da visão cotidiana que olha mas não vê. Neste sentido, ele valoriza muito o resgate da tradição da pintura que mostra como é necessário recuperar o papel primordial da visão: “por que as pessoas não conseguem ver? Porque deduzem o que vêem. E deduzem porque, hoje em dia, perdeu-se muito da capacidade de contemplação que permite a visão mais profunda das coisas”, diz o pintor. Que acrescenta: “Quem só copia o modelo, não o vê!” Por isso, no Ateliê de Arte Realista de Takiguthi os alunos aprendem, entre outras coisas, a desacelerar seu tempo, a conectar-se com o “fazer”, a ampliar sua sensibilidade e a resgatar o papel da disciplina que a prática artística requer.

Por isso, esta exposição não pretende, na opinião de Maurício Takiguthi, ser uma mostra de obras de artistas, mas uma mostra do resultado de todo um trabalho desenvolvido durante anos em seu ateliê, que resgata também o conceito do “ofício” do desenhista e do pintor. Preocupa-se em tratar a arte como a busca do entendimento visual a partir dos insights cotidianos pela reverência a esse ofício. A arte, dessa forma, vai muito além do entretenimento, circunscrito ao seu aspecto lúdico, como muitos hoje em dia apregoam.

Além dos trinta alunos expositores, o próprio Maurício Takiguthi irá expor três pinturas inéditas, realizadas nesta fase atual de seu trabalho e poderão ser observadas de perto por todos os que forem visitar a mostra nesta galeria.

Esta já é a sexta exposição organizada pelo Ateliê Contraponto. A abertura será no próximo dia 25 de março, quarta-feira, a partir das 19 horas, com entrada Catraca Livre. A exposição estará aberta ao público de 26 de março a 25 de abril de 2015.