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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Exposição dos alunos do Ateliê Contraponto

Na sexta-feira, 9 de dezembro, professores, alunos e seus convidados comemoraram as conquistas de mais um ano de trabalho, o terceiro ano do Ateliê Contraponto!

2016 foi um ano difícil para todos nós e para o Brasil, em especial. Um golpe foi dado e o caos está instalado. O Ateliê Contraponto, obviamente, também sofreu as consequências dessa crise política, econômica e social: perdemos alunos que ficaram sem condições de continuar. Mas alguns resistiram e outros novos chegaram. É assim a dinâmica da resistência nesses duros momentos. E resistir também é desenhar e pintar, porque...

"... As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto."

... como disse Drummond, nosso poeta.

No Ateliê Contraponto foi um ano de muito trabalho, de muito aprendizado, de muito esforço conjunto e individual. Pela quantidade e qualidade dos trabalhos apresentados, dá para ver que o ateliê começa a ter um amadurecimento muito bom, o que foi notado por diversas pessoas que foram até lá ver de perto, como Artur Montanari que me disse: "Mazé, estou impressionado com a qualidade do trabalho dos alunos do ateliê!" Verdade, esta exposição é uma amostra do empenho que todos têm feito para evoluir no desenho e na pintura.

Na comemoração, os alunos resolveram trocar seus trabalhos, num jogo de "amigo secreto" entre eles e nós, professores. Foi uma noite muito divertida, onde tivemos inclusive a participação do cantor lírico, o tenor Paulo Köbler, meu aluno, que cantou três músicas de seu repertório clássico.

Com esta atividade, o Ateliê Contraponto encerra seus trabalhos neste ano e deseja a todos que o ano de 2017 seja o melhor possível e que a chama da Arte continue iluminando e inspirando a todos nós em todos os nossos caminhos!

A exposição pode ser visitada até o próximo dia 17 de dezembro e de 10 a 28 de janeiro de 2017.

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Abaixo, algumas das fotos que registraram a comemoração do Ateliê.

Paulo Köbler cantando
Paulo Köbler apresenta seu quadro "Flor amarela"
Luiz Vilarinho e seu trabalho em carvão "Gatos"
Victor Boina, Virginia Morais, Tais Isensee e Luiz Vilarinho
Alexandre Greghi e sua pintura "Nu em preto e branco"
Mazé Leite apresentando sua pintura "Até a última gota"
Guilherme Martinez e sua pintura a óleo "O escafandrista"


Virginia Morais e Mikie Fucatu
Alexandre Greghi e Taïs Isensee
Taïs Isensee apresenta sua pintura em pastel "O dálmata"
Virginia e seu quadro "Andrógino"
Maria Fucatu e sua pintura em guache "Paisagem aquática"
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Alguns dos trabalhos dos alunos:



Pinturas de Guilherme Martinez, Taïs Isensee e Virginia Morais

Pinturas de Taïs Isensee e Guilherme Martinez

Pintura a óleo de Taïs Isensee

Pintura a óleo de Virginia Morais

Pintura a óleo de Guilherme Martinez


(Todas as fotografias são de autoria de Virgínia Morais)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ateliê Contraponto inaugura seu novo espaço


Na última sexta-feira, 19 de fevereiro, o Ateliê Contraponto inaugurou seu novo espaço na Avenida Angélica 2.341, em Higienópolis, São Paulo.
Foi um evento bastante concorrido. Cerca de 70 pessoas passaram por lá para prestigiar e conhecer as novas instalações do ateliê de Alexandre Greghi, Luiz Vilarinho e Mazé Leite. Contatos importantes foram feitos para próximas exposições na Galeria Contraponto, que estaremos divulgando também aqui neste blog.
Estudo de Velázquez, Mazé Leite
Na inauguração do novo espaço, que inclui a presença de amigos e artistas, o Ateliê Contraponto apresentou uma exposição de desenhos e pinturas de seus alunos e professores, produzidas nos últimos dois anos. Estão participando da exposição, que fica aberta até o próximo dia 5 de março: Maria Fucatu, Mikie Fucatu, Taïs Isensee, Francisco Cabral, Sandra Longeaud, Tiago Savio, Ana Rocha, Daniela Padilha, entre outros.
O Ateliê Contraponto, que já completou dois anos de existência, vem se destacando cada vez mais como espaço cultural das artes plásticas em São Paulo, tendo realizado já seis exposições coletivas com a participação de mais de 60 artistas, de São Paulo e de outros Estados brasileiros.
Mas o espaço também serve para a produção pessoal de seus professores - Alexandre Greghi, Luiz Vilarinho e Mazé Leite - e também para cursos de Desenho, Pintura a óleo, giz Pastel e Aquarela. Para esta nova fase, o Ateliê Contraponto planeja intensificar ainda mais suas atividades: além das aulas e das exposições, promover workshops com artistas convidados (teóricos e práticos), ter com regularidade sessões com modelo vivo, intensificar os estudos sobre a arte figurativa e estreitar ainda mais os laços com outros artistas e outros ateliês figurativos de São Paulo. A ideia do Ateliê Contraponto é ser um espaço aglomerador para quem gosta e faz arte em São Paulo. 
Durante o evento, a banda Underpath tocou clássicos do rock, com seus quatro excelentes músicos!

A exposição atual estará aberta à visitação pública de terça a sexta, das 14h às 20h até o dia 5 de março de 2016.

ATELIÊ CONTRAPONTO
Avenida Angélica, 2.341
Higienópolis - São Paulo/SP
t. (11) 9 9988-4858

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A exposição:

 


Alguns momentos do evento:
Com Ieda del Bianco, em frente aos trabalhos feitos pelos alunos do ateliê
Músicos da banda Underpath, que tocou rock clássico durante o evento
Alexandre Greghi com M. Fucatu, Tais Isensee e Vanessa Machado
Diógenes Pompe, Liliane, Ednilson e outros amigos do ateliê
Luiz Vilarinho e algumas das visitantes da exposição

Dona Maria Fucatu, que começou a desenhar aos 88 anos de idade e também participa da exposição

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ateliê Contraponto muda de endereço

Novo endereço do Ateliê Contraponto
O Ateliê Contraponto de Arte Figurativa, dos artistas Mazé Leite, Alexandre Greghi e Luiz Vilarinho, acaba de mudar de endereço. A localização agora é na Avenida Angélica, um local mais acessível e de maior visibilidade, ainda mais próximo ao metrô Paulista.

O Ateliê Contraponto foi concebido para ser um espaço que, entre outras atividades, ofereça cursos de desenho, pintura a óleo e aquarela seguindo um método baseado no estudo das obras dos grandes mestres da pintura, dando bastante ênfase ao aperfeiçoamento técnico a partir do desenho que, historicamente, tem sido o grande diferencial para a construção de todo grande artista.

Com orientação dentro da linha de pensamento dos mestres da pintura, em especial a realista, o Contraponto busca a expressão individual conquistada pelo aprimoramento da técnica, pois falar de arte pictórica é falar de Belas Artes.

Além das aulas de Desenho, Pintura e Aquarela, que continuarão a ser oferecidas e orientadas por artistas experientes, o Ateliê Contraponto também oferece:

– Galeria de exposições
– Aulas de modelo vivo
– Oficinas e workshops com artistas convidados
– Evento “Sexta com Arte”
– Espaço para convivência entre artistas

O novo espaço do Ateliê Contraponto é ainda mais amplo, mais arejado, e bastante charmoso.

Venha conhecer o NOVO Ateliê Contraponto!

Novo endereço:
Avenida Angélica, 2.341 - Higienópolis
São Paulo - SP
Próximo ao metrô Paulista
(a três casas da rua Maceió)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ateliê Contraponto reúne obras de seis artistas na exposição "Infância"

"Irmãs", Alexandre Greghi, óleo sobre tela
O Brazilian Art e o Ateliê e Galeria Contraponto apresentam a exposição de pinturas intitulada “Infância”, com trabalhos de seis artistas: Alexandre Greghi, Gerson Guerreiro, Marinez Lins, Miguel Arturo, Luciano Trajano e Dyego Costa.
A exposição fica em cartaz de 6 a 20 de novembro de 2015 e poderá ser visitada de terça a sábado, das 14h às 20h.
Os seis artistas participam com pinturas onde apresentam suas visões sobre o tema da infância, sobre as brincadeiras e sobre o imaginário do universo infantil, que evocam em nós, adultos, sentimentos e lembranças diversos.
A infância, o começo da vida, o começo de tudo. O mundo se abre como possibilidades ainda mal vislumbradas, mas vividas em seu aspecto lúdico, fantasioso, imaginativo, criativo. Ser criança é ter a irresponsabilidade inocente, a ingenuidade dos atos, mas também a curiosidade sobre cada aspecto novo da vida. São tantas e tão profundas as perguntas que as crianças fazem! Por que o sol brilha? Alguém mora na lua? Aonde eu estava antes de nascer? Perguntas que fazem os adultos se esforçarem para dar uma resposta inteligente a questões que de tão óbvias, já deixaram de nos incomodar quando crescemos.
O público pode ver esta exposição no Ateliê Contraponto, de 6 a 20 de novembro de 2015.
SERVIÇO:
Inauguração da exposição Infância, de pinturas sobre tela.
Entrada Livre
Ateliê Contraponto 
Travessa Dona Paula, 111Higienópolis - São Paulo(11) 3938-5058
Estação Paulista (Metrô - Linha 4 Amarela)
Ver no mapa
  • Visitas de 6 a 20/11
    • TerçasQuartasQuintasSextas e Sábados das 14:00 às 20:00
      "Peão", Dyego Costa, óleo sobre tela

sexta-feira, 20 de março de 2015

Exposição: Arte Realista do Ateliê Takiguthi

"Retrato de Walter", Maurício Takiguthi, óleo sobre tela, 2015
O Ateliê e Galeria Contraponto irá inaugurar, no dia 25 de março próximo, uma exposição de trabalhos artísticos intitulada “Arte Realista do Ateliê Takiguthi”. A abertura se dará a partir das 19h e contará com a participação de mais de 30 expositores, entre eles o próprio Maurício Takiguthi, que já fez uma primeira exposição individual, no ano passado, nessa mesma galeria.

Todos os trabalhos que serão expostos são fruto do trabalho de um ano de estudo sob a orientação de Maurício Takiguthi, em seu ateliê da rua Frei Caneca. “São o resultado do ato de exercitar a concepção pictórica que ensinamos em nosso ateliê”, diz Maurício. “Nós enfatizamos a prática como forma de traduzir a realidade a partir de um pensamento visual, um trabalho que contém análise conceitual ou técnica, sem cair na mera cópia, invariavelmente mecânica e previsível.”

Em seu ateliê, Takiguthi ensina a seus alunos a interagir mais com o real visível e a prática, a sair do padrão convencional da visão cotidiana que olha mas não vê. Neste sentido, ele valoriza muito o resgate da tradição da pintura que mostra como é necessário recuperar o papel primordial da visão: “por que as pessoas não conseguem ver? Porque deduzem o que vêem. E deduzem porque, hoje em dia, perdeu-se muito da capacidade de contemplação que permite a visão mais profunda das coisas”, diz o pintor. Que acrescenta: “Quem só copia o modelo, não o vê!” Por isso, no Ateliê de Arte Realista de Takiguthi os alunos aprendem, entre outras coisas, a desacelerar seu tempo, a conectar-se com o “fazer”, a ampliar sua sensibilidade e a resgatar o papel da disciplina que a prática artística requer.

Por isso, esta exposição não pretende, na opinião de Maurício Takiguthi, ser uma mostra de obras de artistas, mas uma mostra do resultado de todo um trabalho desenvolvido durante anos em seu ateliê, que resgata também o conceito do “ofício” do desenhista e do pintor. Preocupa-se em tratar a arte como a busca do entendimento visual a partir dos insights cotidianos pela reverência a esse ofício. A arte, dessa forma, vai muito além do entretenimento, circunscrito ao seu aspecto lúdico, como muitos hoje em dia apregoam.

Além dos trinta alunos expositores, o próprio Maurício Takiguthi irá expor três pinturas inéditas, realizadas nesta fase atual de seu trabalho e poderão ser observadas de perto por todos os que forem visitar a mostra nesta galeria.

Esta já é a sexta exposição organizada pelo Ateliê Contraponto. A abertura será no próximo dia 25 de março, quarta-feira, a partir das 19 horas, com entrada Catraca Livre. A exposição estará aberta ao público de 26 de março a 25 de abril de 2015.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Um dia pra comemorar

Parte do meu trabalho de pintura a óleo no Ateliê Contraponto

Hoje o Ateliê Contraponto completa um ano que foi inaugurado, no dia exato do meu aniversário! Dia de festejar, de me alegrar com um sonho que está sendo realizado dia a dia. Neste espaço muito charmoso da Travessa Dona Paula, em São Paulo, tenho produzido bastante, junto com meus parceiros; desenhamos quase diariamente, pintamos e damos aulas de pintura a óleo e desenho. E vamos crescendo!

Este Blog está perto de completar 400 mil acessos! Ele também tem sido um espaço importante onde eu possa colocar minhas ideias, meus estudos, minhas pesquisas sobre Arte. Ele tem sido útil para muita gente também, o que me faz muito alegre, porque é para isso que ele também existe.

Um dia desses, recebi um telefonema de Isabel Rocha Mattoso. Não a conheço pessoalmente, ainda. Mas ela me deu um feedback muito incentivador sobre os textos que produzo e publico neste blog. Ela me enviou um poema, que transcrevo abaixo, exatamente hoje, com tanta coisa para comemorar! Obrigada, Isabel, e a todos os leitores deste blog! Obrigada a todos os meus alunos e todos os amigos do Ateliê Contraponto! Obrigada a todos os meus amigos, por serem quem são não minha vida, cada um do seu jeito!

Longa vida ao Ateliê Contraponto!

Longa vida a este Blog que fala de Arte!

Longa vida para todos nós!



Imagens de um mundo sem fim

(Para Mazé, que sabe pintar!)

 Isabel Mattoso


Minha tela é um papel de qualquer cor
O que a  colore de verdade são palavras
Atrozes, algozes, que me forçam ao limite do que sei
Do que não sei, do que penso saber
Do  que virei a  saber, do que jamais saberei.

O que colore o papel  do poeta é a intuição da forma, da cor, das sombras que avançam sobre a tarde evanescente.
É o saber que caminha nos espíritos muito antes de cada nascimento
E que  continuará  sua jornada muito depois de cada morte
Ele apenas atravessa o  ser e tento capturá-lo neste  breve instante
Para  deixá-lo partir nas letras que se amontoam em palavras que se abraçam e tomam  corpo e alma. 
Minha tela de folhas de papel barato   inveja as pinturas  impressionistas, realistas, hiper realistas,
Os mestres do quatroccento, do barroco, do cubismo, fauvismo, do pontilhismo,do expressionismo, do surrealismo... De qualquer movimento,  de todos os tempos,
As gravuras e esculturas  que arranham , modelam , cinzelam matrizes e recriam o mundo.

A fruta sobre a mesa, a dobra da saia, o olhar  que nos alcança do passado
O brinco de pérola, a girafa em chamas, cada madona
O cristo crucificado, o café em paris, o girassol,
O grito , as mulheres da oceania, as bailarinas, as cerâmicas,
O jardim e a ponte , o onda gigante , o oriente num haikai de imagens  de delicadeza sem fim
Jazz, o volga, o sena, as cavernas e os bisões, o desenho da criança e seu traçado incerto...
Os olhos azuis, as bandeirinhas, o sertão
O touro, a dor, um povo, a guerra, o prazer velado e o descarado
A intimidade devassada, ainda que permitida
As portas do inferno se abriram para que pudéssemos  enxergar  além...

Pobre caneta  de tungstênio,
Ridículo  teclado de plástico preto...
Com que instrumentos banais surgem as palavras
Ainda assim , eu as amo  , as persigo em sonhos e devaneios
As amasso, rasgo,  abraço , professo mil desaforos!
Até que me digam a verdade
Que revelem  o que foi segredado pelo espírito
 Então, como um anelo, a vida em mim se faz real.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ateliê Contraponto, espaço de resistência


No dia 19 de março de 2014 foi inaugurado em São Paulo o Ateliê Contraponto de Arte Figurativa. Nove meses depois o resultado avaliado é muito positivo. O Ateliê Contraponto já deu os primeiros largos passos para conquistar seu espaço na arte paulistana, o que tende a crescer e transformar esse ateliê em um centro de referência artístico. O espaço é dirigido por mim, Mazé Leite, por Alexandre Greghi, Luiz Vilarinho e Marcia Agostini (artistas e professores). A localização é excelente, dentro de uma vilinha muito agradável entre a rua da Consolação e a Avenida Angélica, próximo do metrô Paulista e de fácil acesso por transporte público.

Em meio ao sistema fechado e exclusivista da chamada arte conceitual contemporânea, que ainda domina o mercado e é gerida por ele, ateliês de pintura figurativa, como o Contraponto, surgem como verdadeiros lugares de resistência. Resistência em nome da boa pintura, da manutenção da qualidade técnica, da prática permanente do desenho como espinha dorsal de uma boa obra; e mantendo-se na trilha demarcada pelos que fizeram as Belas Artes e que carinhosamente os chamamos de “os velhos mestres”.


Esse caminho, o das Belas Artes, tem pelo menos 700 anos se nos vincularmos ao pintor italiano Giotto di Bondone (1267-1337), o que primeiro ousou buscar a sombra e o volume numa pintura. Ou pode ser uma trilha aberta há 534 anos, se considerarmos que o também italiano Tiziano (1480-1576) foi quem começou a dar as primeiras pinceladas fora das linhas do desenho. Ticiano foi um dos pioneiros do estilo pictórico, rompendo os limites da linha, abrindo mão de descrever os detalhes do que via em prol do que era essencial aos olhos. Ou podemos nos vincular ao gênio espanhol de Diego Velázquez (1599-1660) cuja visão das massas de cores e valores abria mão da descrição, do detalhe, em prol da essência. Ou nos remeter a outro gênio, contemporâneo de Velázquez, o holandês Rembrandt van Rijn, o mestre da Luz. Ou simplesmente dizer que continuamos a fazer arte, porque há 25 mil anos atrás seres humanos como nós resolveram usar paredes de cavernas para se expressar pictoricamente. 

Ou seja, estamos muito bem acompanhados neste caminho da Beleza na arte da pintura! Essa companhia toda nos inspira, nos fortalece, nos movimenta.


Este ano, a galeria do Ateliê Contraponto realizou cinco exposições de trabalhos de mais de 60 artistas: a primeira exposição foi a de pinturas de Maurício Takiguthi, pintor realista, que inaugurou o espaço do Ateliê Contraponto; em seguida, 46 pessoas participaram da exposição coletiva em homenagem à uma modelo antiga e intitulada “Vera França Modelo Vivo”; após esta, foi a vez da artista Lise Forell expor mais de 20 obras pintadas ao longo de uma carreira de mais de 60 anos; em seguida, Edson Souza trouxe para o ateliê sua exposição de pinturas de paisagem urbana; para finalizar, Gonzalo Cárcamo e cerca de doze alunos expuseram suas aquarelas como resultado de um ano de trabalho. Em todos estes eventos, mais de 700 pessoas passaram pelo Ateliê Contraponto.


Mas o espaço também serve para a produção pessoal de seus artistas e também para as aulas de Desenho, Pintura a óleo, giz Pastel e Aquarela. Em nove meses de funcionamento, o Ateliê Contraponto encerra o ano com mais de 20 alunos.


Para 2015, o Ateliê Contraponto planeja intensificar ainda mais suas atividades: além das aulas e das exposições, promover workshops com artistas convidados (teóricos e práticos), ter com regularidade sessões com modelo vivo, intensificar os estudos sobre a arte figurativa e estreitar ainda mais os laços com outros artistas e outros ateliês, porque entendo que quanto mais gente, melhor para todos!


O meu sonho pessoal neste Ateliê é que ele seja um espaço coletivo, compartilhado, aglomerador de outros artistas. Um espaço de arte que não entre na prática mesquinha da disputa e da competição, mas que promova a colaboração. Praticar uma arte que vá além da mercadoria! Seguir na busca do Belo como fonte de inspiração e alento para todos! Sentir o prazer intelectual de romper nossos limites, ir além das formas, ultrapassar as bordas do mundo, buscar o que há mais lá dentro, no fundo... escondido dos olhos dos apressados…

Um Feliz 2015 para todos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Exposição de aquarelas no Ateliê Contraponto

Um grupo de 14 alunos do artista e professor de aquarela Gonzalo Cárcamo selecionou seus melhores trabalhos ao longo do ano para montar uma exposicão que foi denominada de Manchas & Trasparências. Com o apoio da Casa do Artista o grupo vem organizando há 4 anos esta mostra com enorme sucesso que começou no Plein Air Studio em São Paulo e a seguir na sede da Secretaria da Cultura em Ilhabela, onde recebeu visitantes do mundo todo.


Este encontro de aquarelistas não somente expõe e comemora os resultados alcançados por todos a cada ano, como este evento tem representado uma enorme motivação para aqueles que gostam de pintura e principalmente da técnica da aquarela. Você está convidado para visitar a exposicão de aquarelasManchas&Transparências, no dia 18 de novembro, às 19:00hs no Ateliê Contraponto na Travessa Dona Paula, 111-Consolação –SP.


Ilustrador chileno (Los Angeles), radicado no Brasil desde 1976, Gonzalo Cárcamo colabora com as principais publicações do país. Já ganhou alguns prêmios por seu trabalho, entre eles os de melhor caricatura nos salões internacionais de Humor do Piauí (1987) e Piracicaba (1988) e o de melhor ilustração de livro infantil (2002, 2004 e 2005). É autor de quatro livros infantis e um de aquarelas sobre Paraty.


Gonzalo Cárcamo
Gonzalo Cárcamo (1954) é ilustrador, caricaturista e artista plástico com uma longa experiência na técnica da aquarela. Realizou algumas exposições de pintura no Brasil, Espanha e na sua terra natal, Chile.
Durante muito tempo trabalhou como cenarista de desenhos animados, chegando a participar em pequenos curtas para os estúdios da Walt Disney, na produtora HGN. Em 1986 publica suas primeiras caricaturas no semanário Pasquim, dando inicio a uma longa jornada com publicações em jornais e revistas mais importantes do Brasil e do exterior conquistando notoriedade com suas aquarelas. Diário “El Pais” (Espanha) Apsi (Chile) , Istoé, Veja, Carta Capital, Época, Cult, Educação (Brasil) entre outras.
Também atua como ilustrador de livros para várias editoras no Brasil. Escritores de literatura nacional e internacional, tais como Gabriel Garcia Marquez, Machado de Assis, Eça de Queiroz, já tiveram publicações ilustradas por Cárcamo.
No ano 2000 lançou o seu primeiro livro como autor: “Modelo vivo, natureza morta”, pela editora Paulus. Uma história comovente, contada apenas com imagens. Atualmente é colaborador da Folha de São Paulo e da revista Época e trabalha em seu atelier, em São Paulo.
Aquarela de Gonzalo Cárcamo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pinturas recentes de Edson Souza

Amsterdam - Damrak, Edson Souza, óleo sobre tela
O Ateliê e Galeria Contraponto inaugura uma exposição de pinturas do artista Edson Souza, com paisagens urbanas pintadas a óleo. Com curadoria de Claudinei Roberto, a exposição será aberta no próximo dia 18 de outubro, sábado, a partir das 16 horas.

Edson Souza é um artista paulistano, com formação na Escola de Comunicações e Artes da USP, onde se bacharelou em Pintura. Também formou-se em Engenharia Química pelo POLI-USP e em Economia pela FEA-USP. Atualmente trabalha como engenheiro de processos, mas paralelamente trabalha em seu Ateliê, que mantém desde 1997, com desenho, gravura, fotografia e pintura.

Autorretrato, Edson Souza
Edson Souza explica que o motivo de sua poética “é a própria linguagem da Pintura. Por meio da investigação das tradições da Pintura busco contribuir para a renovação deste legado valioso”. E para concretizar esta intenção ele recorre “a registros de viagem, fragmentos de imagens colhidos no cotidiano de cidades visitadas. Estes registros são trabalhados no ateliê, mesclados, modificados, simplificados, até atingir a essência da composição desejada. Dedico atenção especial aos detalhes, que permitem que cada trecho da composição adquira a mesma importância. O tema das observações de viagens é recorrente e permite refletir de forma singular, através de um jogo de citações e referências, sobre problemas atemporais da pintura”.
Edson Souza já participou das seguintes exposições: “Cúmplice do Silêncio” (com João Luengo), Ateliê OÇO, 2010; “Oniforma” (Coletiva), Centro Cultural São Paulo, 2007; “Coletiva” com Marco Willians, Associação dos Amigos do MAM (AAMAM), 2005 ; “Prólogo, Projeto Laboratório” (Coletiva), Espaço Annablume, 2004; “Travelogue” (Coletiva Variáveis) - Museu do Imaginário do Povo Brasileiro (Pinacoteca Estação), 2003; “Diversidades” (Coletiva), SESI Catumbi, 2000; “Expositivo Negativo” (Coletiva), Escola de Comunicação e Artes da USP, 1999; “Antigas e Novas Visões”, Farmácia Bio-Essencia, 1999; “Revi Europa” (Fotografia), Livraria FormaInforma, 1999; “Espaço?” (Coletiva), Escola de Comunicação e Artes da USP, 1998; “Faces da Loucura” (Coletiva), Instituto de Psicologia da USP, 1998.

A exposição “PINTURAS RECENTES” estará aberta ao público de 18 de outubro a 1º de novembro de 2014.