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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Os mestres do Renascimento em São Paulo

Madalena, de Ticiano
O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo fará uma exposição com 57 obras históricas assinadas por Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano, Tintoretto, Giorgione, Veronese, Correggio, Bellini e outros. A mostra Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas será inaugurada no próximo dia 13 de julho.

No ano passado, uma outra grande exposição com os pintores do Impressionismo (Paris, impressionismo e modernidade) atraiu 325 mil pessoas ao CCBB em São Paulo. Animados com isso, os curadores resolveram trazer mais uma mostra de peso, com peças de um dos maiores movimentos artísticos da história da arte, o Renascimento.

Os curadores da exposição serão a historiadora de arte italiana Cristina Acidini, do Museu da Cidade de Florença e Alessandro Delpriori, estudioso do Renascimento. As obras são provenientes de diversos museus italianos e de coleções privadas, informa o texto de divulgação do CCBB. A exposição, inédita no Brasil, reúne artistas do século XVI atuantes em Florença, Roma, Milão, Veneza, além de Ferrara e Urbino.


Cristo benedicente, Rafael Sanzio
Dois dos três andares do CCBB serão ocupados pelos artistas de Florença e Roma, mas a partir do subsolo do prédio os visitantes serão direcionados para ver as obras divididas em cinco núcleos espalhados em quatro andares, com pintores florentinos, romanos,  venezianos. A exposição será uma grande oportunidade de entender a evolução desse movimento artístico que foi o mais influente do Ocidente, e onde brilharam nomes como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Tintoretto, Rafael, Ticiano, Veronese e outros tantos.

Haverá também uma "Virada Renascentista" no primeiro dia da exposição, a partir das 15 horas do dia 13 de julho até às 21 horas do dia seguinte, sem interrupção.

Em breve, traremos mais artigos informativos e analíticos sobre essa exposição. Será muito bom para observar de perto como trabalhavam os pintores renascentistas, usando a técnica de pintura em camadas (velatura) e com pinceladas esfumaçando os pigmentos (sfumato). Além disso, fazer a comparação entre o método de trabalho de Ticiano, por exemplo, e Rafael. 

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Exposição:
Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas
A partir de 13 de julho de 2013
Rua Álvares Penteado, 112
Centro - São Paulo
Metrô: Sé e São Bento
Adoração dos pastores, de Lorenzo Lotto

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Em nome dos outros artistas

Enquanto certa elite local festeja a presença em terras paulistanas dos cadáveres de Damien Hirst ou se excita diante das fotopornôs de Jeff Koons e sua Cicciolina libidinosa (além de outros objetos que o crítico francês Jean Clair chama de “lixo”), o Metropolitan Museum of Art de New York apresenta outro tipo de obra de arte e de artista. A elite a que me refiro é esta, a tupiniquim, que acaba de dizer que São Paulo chegou ao “primeiro mundo” (nada mais fora de moda…) porque trouxe nomes do mercado da arte dos Estados Unidos (exceto Hirst, que é inglês) para comemorar os 60 anos da Fundação Bienal de São Paulo…


Mas vamos ao artistas que interessam…


O  Museu norte-americano foi para o outro lado e, ao invés de mostrar lixo como arte (mesmo que reconheçamos que se trata de um lixo muito caro, como os cadáveres de Hirst), resolveram abrir as portas do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque para apresentar diversas exposições com artistas do nível do holandês Franz Hals, por exemplo, além de desenhos chineses da dinastia Ming, de pinturas hindus e de caricaturas feitas por desenhistas que vem desde Leonardo da Vinci ao caricaturista norte-americano David Levine.


Autoretrato, Franz Hals

Franz Hals

Este artista nasceu entre 1580 e 1583, nos países baixos, região onde hoje fica a Holanda. Teve dois filhos com a primeira esposa, que faleceu em 1616, e mais oito filhos com a segunda. Destes filhos todos, cinco seguiram a carreira do pai e também se tornaram pintores. Após a Queda de Anvers, sua cidade natal, tomada pelas tropas espanholas, se refugiou em Haarlem, onde viveu o resto da vida.


Por volta de 1600 começou sua aprendizagem na pintura, no atelier de um outro flamengo que emigrou, Carel Van Mander, um pintor maneirista. Mas desde seus primeiros quadros, Hals mostra semelhança com os pintores caravagescos de Utrecht (influenciados pelo italiano Caravaggio). O estilo de Franz Hals influenciou de uma forma marcante, mais de dois séculos depois, o pintor realista Gustave Courbet e também os impressionistas como Van Gogh, Monet e Manet.



Petrus Scriverius, 1626
Hals é mais conhecido por seus retratos da burguesia e dos cidadãos ricos da época, mas também retratou diversas pessoas de origem social diferente: militares, comerciantes, advogados, funcionários públicos, músicos, cantores de rua, pescadores… Seus rostos – como fazia Caravaggio – não eram idealizados, mas mostravam as expressões faciais de cada um. Pintor barroco, ele pintou com um realismo intimista e radicalmente livre.


Contemporâneo de outro pintor holandês também barroco e também com viés realista, Rembrandt, Franz Hals se distinguia dele pelos efeitos de luz e sombra em suas telas. Mas os dois são especialistas em pequenos toques com tinta na tela, que são suficientes para produzir efeitos de luz e de sombra, sem cair no detalhismo dos pintores mais voltados para a pintura linear.



Paisagem chinesa
A Arte do desenho no século XVII chinês

O período abordado por esta exposição vai de 1368 a 1644, quando houve o colapso da dinastia Ming e a conseqüente conquista da China por tribos nômades. Este foi um dos períodos mais traumáticos da história chinesa, mas permitiu surgir uma onda de artistas que se destacaram nessa época. Na exposição estão presentes mias de 60 pinturas de paisagens e caligrafias que demonstram um estilo bem pessoal dos artistas dessa época, como Huang Daozhou, Hongren, Shanren Bada (Zhu Da), e Shitao. Suas pinturas demonstram as condições emocionais em que viviam os artistas sob o poder invasor, suportando condições muito severas de vida, pressões psicológicas de toda ordem (pois eles se mantinham fieis aos seus antigos governantes) e muitos deles buscaram refúgio em meio à natureza, que retrataram com paisagens muitas vezes duras, densas. Mas esses artistas usaram a pintura e a caligrafia como forma de se expressarem, com isso desenvolvendo uma técnica e um estilo que influenciam a pintura chinesa até os dias de hoje.



Gushtasp mata o dragão: Página de um manuscrito Shahnama Mestre do Shahnama Jainesque
Pintores mestres da Índia

Abrangendo o período que vai de 1100 a 1900, portanto oitocentos anos da pintura hindu, que tem sido classificada de acordo com os diversos estilos regionais, e também dinásticos, com ênfase no tema e conteúdo narrativo. São 220 trabalhos selecionados a partir dos 40 maiores pintores indianos, alguns dos quais estão sendo identificados pela primeira vez.






Caricatura e sátira de Leonardo a Levine


Desenho de Leonardo da Vinci
A exposição explora o desenho como caricatura e sátira em suas diversas formas a partir do Renascimento italiano até o presente, elaborado principalmente a partir do rico acervo desse material no Departamento de Desenhos e Gravuras do Museu, que contém  – entre tantos – desenhos, por exemplo, do italiano Giovanni Paolo Panini (1691-1765).


Inclui desenhos e gravuras de Leonardo da Vinci, do francês Eugene Delacroix, do espanhol Francisco Goya, do também francês Henri Toulouse-Lautrec, assim como obras de artistas mais frequentemente voltados ao humor, como James Gillray, Thomas Rowlandson, Honoré Daumier, Al Hirschfeld e o norte-americano David Levine. Muitas destas caricaturas nunca foram exibidas antes, sendo, por isso, pouco conhecidas do público.


Quer dizer... dentro da lógica da elitezinha local, o "primeiro mundo" está escolhendo mesmo é ver Arte.



Caricatura sobre a guerra portuguesa, 1831-1834, de Honoré Daumier